Comissão Pastoral da Terra Nordeste II

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 Irmã Marieta Millot é a prova que a prática da solidariedade não reconhece obstáculos nem distância. Ela, religiosa canadense de Quebec, da congregação Assunção da Santa Virgem, esteve por diversas vezes no Brasil com o desejo de contribuir com as famílias mais empobrecidas de Alagoas, especialmente com as que ocupavam a fazenda Flor do Bosque, em Messias. Ela acreditava e apoiava a luta por reforma agrária e pela dignidade de filhas e filhos de Deus. Lá na sua diocese, no Canadá, criou, com o apoio de outras pessoas, o Comitê de Erradicação da Pobreza (CPEP) e realizava ações com o objetivo de tornar conhecida a luta dos mais vulneráveis.

À frente desse Comitê, promoveu reflexões e questionamentos sobre o modelo econômico excludente, semeou a boa semente da solidariedade entre os povos e, por inúmeras vezes, enviou correspondências às autoridades brasileiras com o intuito de cobrar reforma agrária e de preservar a integridade física e moral das famílias empobrecidas do campo.

Também promoveu intercâmbios entre o estado de Alagoas e o Canadá. Numa oportunidade, acompanhada de uma comitiva e do bispo da sua diocese, organizou com a Comissão Pastoral da Terra de Alagoas (CPT/AL) uma convivência na ocupação da fazenda Flor do Bosque. O seu objetivo era que seus amigos e amigas canadenses conhecessem a realidade do campo de Alagoas a partir do exemplo concreto da luta da Flor do Bosque. Em outro momento, articulou a participação de Irmã Cícera, da CPT/AL, em atividades no Canadá. Irmã Marieta era uma ponte de solidariedade, apaixonada pelas lutas dos empobrecidos e das empobrecidas de Alagoas e do Canadá.

Nós, da CPT de Alagoas e o povo da Flor do Bosque, choramos com a ausência física da querida irmã Marieta. Apesar da dor e das lágrimas, a sua páscoa definitiva fortalece a nossa esperança. Ela, que tanto semeou e que tanto cultivou, agora é uma boa semente.