Comissão Pastoral da Terra Nordeste II

  • 5.jpg
  • 2.jpg
  • 8.jpg
  • 1.jpg
  • 3.jpg
  • 4.jpg
  • 6.jpg
  • 9.jpg
  • 10.jpg
  • 7.jpg
A prisão do coordenador estadual do MST Jaime Amorim e a morte de dois sem-terra no último domingo, num acampamento em Moreno, no Grande Recife, levaram representantes de movimentos sociais e de entidades que lutam pelos direitos humanos a realizar um protesto, na tarde de ontem, em frente ao Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). Com faixas solicitando a libertação do líder sem-terra e a prisão dos responsáveis pelo duplo homicídio, os manifestantes discursaram em um carro de som. O protesto foi pacífico e terminou com a entrega de um manifesto na presidência do TJPE. No documento, as entidades afirmam que os agricultores Josias de Barros Ferreira, 28 anos, uma das principais lideranças do MST no Estado e dirigente da Regional Metropolitana, e Samuel Matias Barbosa, 33, diretor regional de formação do movimento, “foram covardemente assassinados por pessoas que, influenciadas por políticos da região, tentavam aliciar as famílias do acampamento Balança, no município de Moreno, buscando convencê-las a aceitarem dinheiro para desocuparem as margens da rodovia.” Em relação ao caso de Jaime Amorim, as entidades manifestaram “repúdio a mais esta ação de criminalização dos movimentos sociais e dos defensores de direitos humanos. Novamente estamos diante de uma prisão política e arbitrária”, diz o manifesto. Durante o protesto, a coordenação do MST anunciou a chegada do advogado nacional do movimento, Aton Fon, a Recife. “Ele irá fazer uma avaliação jurídica do caso de Jaime Amorim”, afirmou Alexandre da Conceição, do MST. Devido às ameaças de mobilização do MST, a superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária em Pernambuco (Incra-PE), Maria de Oliveira, acionou o ouvidor agrário nacional, desembargador Gercino Silva. Ele deve chegar hoje ao Recife. Fonte:Jornal do Commercio Publicado em 24.08.2006