Comissão Pastoral da Terra Nordeste II

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No ano passado mais de 800 mil pessoas estiveram envolvidas em conflitos no campo no Brasil. Os dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) demonstram a enorme precariedade com que trabalham entidades, trabalhadores rurais e movimentos sociais que atuam nas mais diversas regiões do país. Um exemplo disso é o caso do bispo austríaco naturalizado brasileiro Dom Erwin Kräutler, que sofre ameaças de morte desde o final de julho em razão de sua atuação no Xingu, no Norte brasileiro. Segundo Dirceu Fumagalle, da coordenação nacional da CPT, a vida do religioso está ameaçada pelo agronegócio da região. "Não dá para dizer que é só na Região Norte que sofremos este tipo de ameaça, acho que em todo território nacional. Mas hoje, o que temos observado é que se na década de 80 existiam pessoas com nomes mais definidos, que eram latifundiários, hoje essa questão está revestida em toda proposta do agronegócio. E nesse novo caso nem sempre é possível identificar o indivíduo [que está por trás das ameaças]. Isso acaba se diluindo dentro das estruturas das transnacionais hoje em dia." Segundo Fumagalle, Dom Erwin é um exemplo de compromisso com os pobres do campo. "Ela [a ameaça a Dom Erwin] é uma das pontas do iceberg. No caso dele ainda há condições de explicitar e articular através de entidades. O problema é que no estrato da sociedade muitos trabalhadores continuam sendo ameaçados e vitimados pelo sistema, sem ter a mesma voz ou o mesmo respaldo político." O Caderno Conflitos no Campo de 2005, publicação da CPT, identificou um aumento de 106% nas mortes nas áreas rurais em conseqüências da disputa de terra no Brasil. De São Paulo, da Agência Notícias do Planalto, Clara Meireles Fonte: Agência Notícias do Planalto