Comissão Pastoral da Terra Nordeste II

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O Relator Nacional para os Direitos Humanos à Alimentação, Água e Terra Rural da Plataforma Brasileira de Direitos Humanos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais, Flávio Valente e o representante da Direção Nacional da CPT, Dom Tomás Balduíno, farão amanhã, acompanhado de representantes do MST, da Terra de Direitos, do Movimento Nacional de Direitos Humanos e de parlamentares, uma visita ao Engenho São João, que fica em São Lourenço da Mata, zona na mata norte de Pernambuco. A comitiva pretende chegar ao local às 8:30h da manhã. O engenho São João, conhecido também como acampamento Chico Mendes, é uma área ocupada a cerca de dois anos e meio por 500 famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). As famílias de Chico Mendes foram vítimas, no ano passado, de um violento despejo que derrubou todas as casas do acampamento. O despejo comandado pelo Capitão Luís Meira do Batalhão de Choque da PM ficou conhecido por sua violência. Imprensa, parlamentares, e representantes de entidades de direitos humanos foram impedidos de chegar ao local por uma barreira formada por policiais militares. O Presidente da Comissão de Justiça e Cidadania da Assembléia Legislativa de Pernambuco, Roberto Leandro, chegou a ser agredido por policiais quando tentava, acompanhado de outra parlamentar, Ceça Ribeiro, chegar ao acampamento para tentar falar com os trabalhadores rurais. Na última jornada de lutas do MST, em abril deste ano, a área foi novamente ocupada pelas famílias que voltaram a produzir no local. A produção de Chico Mendes é uma importante referência para os acampamentos da região. No dia em que completou um ano da ocupação do engenho, em 2005, as famílias fizeram um protesto simbólico contra a morosidade do processo da desapropriação da área para fins de Reforma Agrária e distribuíram, na estrada que dá acesso a São Lourenço da Mata, mais de uma tonelada de alimentos produzidos pelo acampamento naquele mês. A área do engenho São João, de 578 hectares, pertence ao Grupo Votorantin, um importante grupo econômico do estado de Pernambuco e que vem se utilizando de vários meios para impedir que a área do engenho seja desapropriada para fins de Reforma Agrária. Há 17 anos, desde que a Usina Tiúma faliu as áreas dos engenhos ligados a esta Usina estão improdutivas. Em seguida, a comitiva segue para Aliança e Prado para visitar outras áreas.