Comissão Pastoral da Terra Nordeste II

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Os trabalhadores ligados aos sindicatos de canavieiros dos municípios de Barreiros, São José da Coroa Grande, Rio Formoso e Tamandaré vão realizar um ato de protesto contra a venda dos equipamentos da Usina Central Barreiros, que se encontra em processo de falência desde 1997. A empresa fica na Mata Sul. “Pedimos a paralisação provisória de qualquer atividade destinada a desmontar ou retirar qualquer peça do parque fabril da massa falida até que sejam esclarecidas as circunstâncias da venda”, comentou o diretor da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetape), José Rodrigues. Ontem, o empresário Emanoel Ricardo Mota Vieira disse que está disposto a depositar o R$ 1,45 milhão que ele ofereceu para a compra dos equipamentos da antiga usina, em julho último. Vieira informou também que pretende usar os equipamentos da antiga usina para implantar uma destilaria, mas o local ainda não está definido. No futuro empreendimento, ele tem um sócio que atua na produção de álcool, mas não revelou o seu nome. “Estou aguardando a intimação para depositar o dinheiro”, contou. O desembargador Fernando Martins disse que “o empresário que deu essa proposta de R$ 1,45 milhão pode se antecipar e colocar ciente na minha decisão e depositar o dinheiro a favor do juízo da 18ª Vara Cível” para agilizar a venda. Martins suspendeu a venda dos equipamentos para o empresário Carlomberto Alves do Nascimento, de Goiás, que ofereceu R$ 395 mil para comprar os equipamentos da usina. “Nos interessa resgatar o interesse dos credores, principalmente dos trabalhadores”, revelou Martins. No processo de falência, são vendidos todos os bens da empresa e depois distribuídos com os seus credores. Na ordem de preferência prevista na Lei de Falências da época, primeiro os recursos são destinados aos trabalhadores. O Fisco vem em segundo lugar e o sistema financeiro em terceiro. Fonte: Jornal do Commercio Publicado em 26.10.2006