Comissão Pastoral da Terra Nordeste II

  • 6.jpg
  • 4.jpg
  • 7.jpg
  • 5.jpg
  • 2.jpg
  • 1.jpg
  • 9.jpg
  • 3.jpg
  • 10.jpg
  • 8.jpg
\"\"\"\"Representantes de vários movimentos sociais do Nordeste protestaram ontem contra a transposição de águas do rio São Francisco, em Campina Grande. Os manifestantes alegam que o problema não está na falta de água e sim na distribuição dos recursos hídricos de forma igualitária. Durante toda a tarde, eles entregaram panfletos e fizeram discursos, buscando esclarecer a população sobre o tema.\"\"

De acordo com Flávio Rocha, presidente da Frente Paraibana em Defesa da Terra, das Águas e dos Povos do Nordeste, essa manifestação fez parte do encerramento do mutirão das águas, onde equipes visitaram as bacias hidrográficas dos Estados do Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, além dos canteiros de obras da transposição do São Francisco. 


Segundo ele, as equipes constataram que não existe falta d’água na região. “O problema da nossa região não é água, e sim distribuição do recurso. Temos mais de 70 mil açudes em condições de atender a essa população, mas infelizmente as pessoas que moram ao lado dos mananciais não têm acesso”.


Integrantes da Comissão Pastoral da Terra, Movimento dos Atingidos por Barragens, Movimento Sem-Terra e Articulação Popular São Francisco Vivo participaram do movimento. Eles destacaram os impactos ambientais que a obra pode causar no curso do rio São Francisco e denunciaram a finalidade da transposição, servindo prioritariamente aos interesses do agronegócio.


Para Samuel Chagas, da Articulação Popular São Francisco Vivo, o Nordeste setentrional não necessita da obra e a população, em sua maioria, é desinformada dos reais propósitos da construção. Segundo ele, 70% da água canalizada serão utilizadas para irrigação de agronegócio e apenas 4% para a população. O grupo está visitando vários Estados do Nordeste apresentando o Atlas do Nordeste, estudo desenvolvido pela Agência Nacional de Águas (ANA), como alternativa ao problema da seca na região.

 

 

Fonte: Jornal da Paraíba