Comissão Pastoral da Terra Nordeste II

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A primeira ordem de serviço para dar início às obras do projeto de Transposição do Rio São Francisco foi assinada ontem.

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, anunciou a liberação de R$ 26 milhões para que o Ministério da Defesa comece as atividades. Segundo a assessoria de Imprensa do Ministério da Integração Nacional, o Batalhão do Exército ainda não definiu o cronograma do plano de trabalho.

O Exército está encarregado pela construção dos canais de aproximação do rio até as primeiras estações de bombeamento, entre as cidades de Cabrobó (PE) e Itaparica (BA). A liberação desse recurso faz parte dos R$ 89 milhões destinados ao projeto por meio de uma medida provisória aprovada no dia 19 de abril. Segundo o ministro da Integração, Geddel Vieira de Lima, disse à Imprensa, no domingo, em três anos e meio. O Eixo Leste deve ser construído. Sobre o Eixo Norte, Lima disse que vai avançar por mais tempo.

Para o pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco João Suassuna, a ordem de serviço é um “barril de pólvora”. “Os movimentos sociais estão muito ligados. Os canais vão ser construídos em terras de povos indígenas que não vão deixar a execução das obras”, ressaltou.

Amanhã, o Ministério da Integração vai receber as propostas para a escolha das empresas que irão executar as obras do projeto, edital avaliado em R$ 3,3 bilhões. A licitação para a contratação da empresa que irá supervisionar as obras, no valor de R$ 97,7 milhões, está em fase de julgamento.

As propostas pela elaboração dos projetos executivos, que vão custar R$ 104 milhões, também estão em análise. A transposição tem garantido no PAC R$ 4,9 milhões. Segundo a ministra Dilma Rousseff, até o último dia 4 deste mês, R$ 8 milhões em recursos foram liberados.

O ministro Geddel Vieira de Lima está programando, para este semestre, a realização do Programa Água para Todos. De acordo com Lima, R$ 307 milhões já foram liberados pelo PAC. O projeto prevê a instalação de canais, poços e cisternas para abastecer cerca de 1,8 mil comunidades às margens do rio São Francisco.

Fonte: Folha de Pernambuco