Comissão Pastoral da Terra Nordeste II

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Hoje (05), por volta das quatro horas da manhã, um grupo de aproximadamente 300 índios ocuparam uma fazenda, em Cabrobó (PE). A atividade acontece após despejo dos manifestantes que ocupavam desde segunda-feira passada a área onde o exército deu início às obras do eixo norte, do projeto de transposição do governo federal.

Mesmo com o despejo sofrido ontem, a ação não tem prazo para terminar e é reforçada pela legítima reivindicação dos povos indígenas. A fazenda ocupada nessa madrugada está há cerca de oito quilômetros do centro da cidade, o proprietário é conhecido como Tonho da Lalinha.

Pela manhã os índios iniciaram a montagem da infra-estrutura para permanecer no local. O objetivo da ocupação é continuar com a retomada de terras do povo Truká e impedir o andamento das obras do projeto de transposição do rio São Francisco.

Ontem o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) entregou ao Ministério Público Federal, no município de Serra Talhada (PE), representação contra o Ministério da Integração Nacional, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) e Funai. O documento pede a abertura de um Inquérito Civil Público no sentido de responsabilizar sobre possíveis danos ao meio ambiente e aos direitos dos indígenas.

Tecnologias de convivência com semi-árido

Os manifestantes que foram despejados ontem permanecem até a tarde no assentamento Jibóia, de trabalhadores ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Pela manhã mais uma caravana chegou ao local vindo do Ceará.

Na programação do dia estão atividades de sensibilização nas famílias que vivem no assentamento e nas imediações, assim como nas escolas públicas. O Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA) faz uma formação sobre alternativas de convivência com o semi-árido.

Por fim os trabalhadores deverão construir uma cisterna de tela e cimento para captação de água da chuva que atenderá ao centro comunitário. O assentamento é formado por 50 famílias que estão no local há 10 anos possui, sendo seis deles como assentadas. No local não há água encanada, os moradores sofrem graves problemas de abastecimento, principalmente para consumo humano.

Serviço:

Envolvidos – MST - MPA - MMC - MAB - APOINME - MONAPE - CETA - SINDAE - CÁRITAS - CIMI - CPP - CPT - ASA - AATR - PJMP - CREA/BA - SINDIPETRO AL/SE - CONLUTAS - Federação Sindical e Democrática de Metalúrgicos do Estado de MG - Terra de Direitos - Fórum Nacional da Reforma Agrária - Rede Brasileira de Justiça Ambiental - Fórum Permanente em Defesa do Rio São Francisco / BA - Fórum de Desenvolvimento Sustentável do Norte de MG – Fóruns de Organizações Populares do Alto, Médio, Submédio e Baixo São Francisco - Frente Cearense Por uma Nova Cultura da Água Contra a Transposição - Projeto Manuelzão/MG - STRs, Colônias de Pescadores, Comunidades Ribeirinhas, Indígenas, Quilombolas, Vazanteiras, Brejeiras, Catingueiras e Geraiseiras da Bacia do Rio São Francisco

Contatos

Clarice Maia (Comunicação): (71) 92369841 e (87)...

Ministério Público Federal

Sérgio Rodrigues de Castro: (87) 3836090

Vara Federal

(87) 38718100/ 38718116

CIMI

Priscila D Carvalho (Comunicação Cimi): (61) 0070 6012/ 2106 1650