Comissão Pastoral da Terra Nordeste II

O Fórum Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo (Foete) vai apresentar à Relatora Especial sobre Formas Contemporâneas de Escravidão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, Gulnara Shahinian, quais são os problemas que, na visão dos movimentos sociais, Mato Grosso enfrenta no combate à escravidão contemporânea. O Mato Grosso é o segundo Estado brasileiro em registro de resgate de trabalhadores em condições subumanas.

 

O primeiro Estado é o Pará, onde, de 1995 a 2009, foram resgatados 11.379 vítimas. No mesmo período, em Mato Grosso, foram 5.573 resgates. Segundo dados atualizados da Comissão Pastoral da terra (CPT). Gulnara Shahinian chega à Cuiabá na sexta-feira, dia 21, às 8 h, no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, com uma comitiva de sete pessoas, entre elas duas tradutoras.

Gulnara irá, em seguida, ao Palácio do Governo, dialogar com o governador Silval Barbosa e entidades rurais. Ela vai ainda conhecer as entidades organizadas que atuam contra o trabalho escravo aqui, para procurar saber não só dos problemas, mas também de possíveis soluções e iniciativas positivas.

20 de maio de 2010

Por 24 Horas News


A relatora avisou que só vai dar entrevista em Brasília, para onde segue, no sábado (22), após conversa com movimentos sociais. Ela já esteve em São Paulo e no Pará. E viaja o mundo todo observando focos de trabalho escravo.

No Brasil, conforme a CPT, a pecuária é a atividade que mais mantém trabalhadores em condição de escravidão, seguida da indústria da cana e do desmatamento. Em Mato Grosso, a cana sobe para primeiro.

A prática do trabalho escravo é crime previsto no artigo 149 do Código Penal e pela Constituição Federal. Réus envolvidos em processos transitados em julgado vão para a lista suja do trabalho escravo que em Mato Grosso tem 13 nomes, sendo que alguns se repetem, por conta da reincidência.

É o caso do fazendeiro Sílvio Zulli, da Fazenda Olho D`água, onde ele planta cana. “Muitas vezes os infratores têm diversas propriedades e praticam o trabalho escravo em todas elas ou em algumas delas“, explica Inácio Werner, que representa o Centro Burnier Fé e Justiça (CBFJ) no Foete.

 

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