Comissão Pastoral da Terra Nordeste II

Entre os dias 12 e 15 de fevereiro, 46 jovens de várias comunidades camponesas do estado de Pernambuco estarão reunidos na cidade de Caruaru/PE para a formatura e conclusão do curso de Residência Agrária “Juventude Camponesa: Educomunicação e agroecologia”, após dois anos de intensos estudos, debates, pesquisas e organização.
 
Durante os três dias, os/as jovens, que vivem em comunidades quilombolas, assentamentos, áreas de posse e de conflitos agrários, irão apresentar e partilhar seus Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs), debater sobre os conteúdos e conceitos abordados e refletir sobre as problemáticas apresentadas em cada trabalho realizado. Após a apresentação dos TCCs, serão realizadas celebração de conclusão do curso e formatura dos jovens camponeses.
 
O curso foi realizado pela Comissão Pastoral da Terra Nordeste 2 (CPT NE 2) e pelo Laboratório de Estudos e Pesquisas sobre Espaço Agrário e Campesinato (LEPEC) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em parceria com o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (PRONERA) e financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério da Ciência e Tecnologia.
 
Iniciado em janeiro de 2015, o curso rapidamente foi apelidado pelos jovens de "Resistência agrária", por contribuir não somente com a sua formação, mas principalmente por ser um grande estímulo à organização e à valorização da identidade dos jovens camponeses. Por isso, em pouco tempo de curso, o número de jovens interessados em participar de suas atividades, mesmo sem estarem formalmente matriculados, aumentou para mais de 70.
 
O curso - O Residência Agrária funcionou por meio da pedagogia da alternância e utilizou diversos meios de comunicação como ferramenta para o aprendizado das temáticas. Durante os períodos em que estiveram todos reunidos nos chamados módulos do Tempo Escola, os jovens dedicaram-se ao estudo dos conceitos ligados à questão agrária e à resistência dos povos do campo, como o conceito de campesinato, território, agroecologia, modo de produção capitalista, além de estudarem a história do campesinato e a atualidade da questão agrária no país.
 
Além das temáticas relacionadas à questão agrária, os jovens também estudaram os mecanismos de constituição discursiva dos meios de comunicação de massa sobre as lutas camponesas. Mas não só isso. Durante o curso, os jovens também se apropriaram de ferramentas midiáticas para dar visibilidade ao modo de produção camponês e denunciar os crimes praticados contra as populações em seus territórios.
 
Durante o tempo em que estavam em suas comunidades, os jovens realizaram diversas atividades de estudos, debates, pesquisas e leituras. Os participantes também organizaram encontros de intercâmbios, troca de experiências entre comunidades, além de formarem grupos comunitários com o objetivo de fortalecer a organização da juventude e as práticas de produção agroecológica e de  valorizar a identidade camponesa. 

Fonte: CPT Nordeste II

 

 

 

Comissão Pastoral da Terra Nordeste II

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