Comissão Pastoral da Terra Nordeste II

  • 9.jpg
  • 8.jpg
  • 4.jpg
  • 7.jpg
  • 2.jpg
  • 1.jpg
  • 3.jpg
  • 5.jpg
  • 6.jpg
  • 10.jpg
A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), órgão do governo responsável pela liberação dos transgênicos no Brasil, recebeu recentemente um estudo do Greenpeace, feito na Espanha, que analisa os perigos do cultivo de milho geneticamente modificado. A organização não-governamental (ONG) quer alertar os cientistas da CTNBio sobre os impactos negativos que a liberação desse tipo de plantio pode ter na biodiversidade e na agricultura brasileiras. Os pesquisadores espanhóis que elaboraram o estudo "Coexistência Impossível" recolheram amostras de milho de 40 plantações convencionais e orgânicas. A conclusão, após a análise do material em laboratório, aponta que 25% dos grãos estavam contaminados com transgênicos, mesmo os agricultores não tendo cultivado esse tipo de milho. É que as plantas convencionais e as geneticamente modificadas, mesmo distantes umas das outras, podem se fecundar porque o vento leva o pólen. Segundo o estudo, os impactos disso são ambientais (já que ameaça a biodiversidade das sementes de milho) e econômicos, pois esses agricultores espanhóis que tiveram seus grãos alterados não puderam mais vender seu produto com certificação orgânica, o que eleva seu valor no mercado mundial. No Brasil, o cultivo de milho é feito em cerca de 12 milhões de hectares de terra (um hectare equivale ao tamanho de um campo de futebol). Atualmente, a CTNBio tem em suas mãos cinco solicitações de liberação para plantio e venda do milho transgênico. Dois deles são da transnacional suíça Syngenta, dois da multinacional Monsanto (dos Estados Unidos) e um da alemã Bayer. De São Paulo, da Agência Notícias do Planalto, Clara Meireles Fonte: Agência Notícias do Planalto