Comissão Pastoral da Terra Nordeste II

O aumento da devastação da floresta amazônica está relacionado com o incentivo governamental para a prática da pecuária na região. A conclusão é do estudo elaborado pelo Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) que mostra que de 2003 a 2007, o governo federal investiu quase R$ 2 bilhões na atividade de pecuária na Amazônia Legal.

Tanto a carne, quanto a soja, estão com altos preços no mercado. Este fato impulsiona a prática destas atividades na Amazônia. O desmatamento é resultado da abertura de espaço para a expansão destas atividades. Em 2007 mais de 10 milhões de bovinos foram abatidos na região. Houve um aumento de quase 50% em relação a 2004.

Segundo o pesquisador do Imazon, Paulo Barreto, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) é um dos programas que estimulam a pecuária, somente em 2006, o programa liberou quase R$ 200 milhões para esta atividade.

“Esse subsídio faz com que a atividade seja maior do que o esperado, isso porque a taxa de juros é diferente da taxa do mercado”.

Paulo Barreto afirma que quase todo o desmatamento na Amazônia é ilegal, pois qualquer proprietário só pode desmatar no máximo 20% de sua propriedade e mesmo para isso é preciso uma licença ambiental.

O estado do Pará é exemplo da ilegalidade. De acordo com a Secretária do Meio Ambiente do Estado, em 2007 foi autorizado o desmatamento de apenas 12 quilômetros quadrados, no entanto, foram devastados um total de cinco mil quilômetros quadrados.

30/01/2008, Da Radioagência NP

 

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