Comissão Pastoral da Terra Nordeste II

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As condições degradantes de trabalho impostas pelos proprietários de usinas de álcool e cana-de-açúcar fazem com que os trabalhadores rurais tenham uma rotina sofrida de trabalho e que e resulta em problemas de saúde como tontura, náusea, desmaio podendo causar até a morte. Em Pernambuco, eles denunciam além das condições precárias de trabalho nas plantações, o desrespeito dos usineiros que ainda contratam trabalhadores de outros estados, explorando o desemprego na região. Segundo Maria de Oliveira, superintendente do Instituto Nacional de Colonização e da Reforma Agrária (Incra), no estado, esta situação é uma clara violação aos direitos humanos. "Esta é uma região que desconhece a legislação dos direitos humanos. Na verdade o trabalho é fortemente degradante. É também uma exclusão muito forte no ponto de vista da alimentação, da moradia, da área da saúde e assim por diante. Se isto é desenvolvido para poucos, não é um Estado real, porque a Constituição Federal determina a igualdade aos direitos humanos e aos valores humanos. Portanto estão descumprindo a Constituição Federal." A superintendente denuncia também o favorecimento dos usineiros, mesmo com metade das usinas daquela região estando quebradas. "As usinas estão falidas, mas os usineiros estão muito ricos. Portanto há um processo de concentração de riqueza. Há uma sonegação de imposto de forma muito violenta, tanto é que estas usinas acumulam um débito financeiro, nos agentes financeiros e nas instituições públicas federais como o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), de milhões e milhões." Uma pesquisa da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), no interior paulista, apontou que na década de 60, um trabalhador rural cortava cerca de três toneladas de da cana-de-açúcar por dia, em média. A partir da década de 90, este mesmo trabalhador passou a cortar 12 ou mais toneladas por dia. Fonte: Agência Notícias do Planalto Publicada em 03/11/2006 Por Gisele Barbieri