Comissão Pastoral da Terra Nordeste II

  • 6.jpg
  • 5.jpg
  • 3.jpg
  • 4.jpg
  • 1.jpg
  • 7.jpg
  • 2.jpg
  • 8.jpg
  • 9.jpg
  • 10.jpg
Derrubando cercas, produzindo vidas! Esse foi o tema da 19ª Romaria da Terra, que aconteceu 04.11.06, no município de Maragogi. O evento foi realizado pela Comissão Pastoral da Terra, com o apoio da Arquidiocese de Maceió e paróquias da Diocese de Penedo e Diocese de Palmeira dos Índios – uma contribuição da Igreja no fortalecimento da organização camponesa e na celebração de suas conquistas. A programação teve início com a chegada dos romeiros, às 20h, no assentamento Itabaiana, ponto de concentração. No local foi exibido o documentário Malditas sejam todas as cercas, produzido pela CPT em 2005, na oportunidade do seu aniversário de 30 anos. Em seguida os romeiros/as fizeram uma caminhada de doze quilômetros. Pe. Leslie Pasquim, pároco de Ibateguara e São Sebastião presidiu a celebração da santa missa, com o auxílio de outros integrantes do clero alagoano. Foram três paradas, para a reflexão de temas ligados à luta pela reforma agrária e à espiritualidade do povo camponês até o local de chegada da romaria, em frente à COOPEAGRO. A CPT contabilizou a participação de aproximadamente dez mil pessoas oriundas da Mata Norte, Litoral Norte, Agreste e Sertão do Estado, além de romeiros vindos de Palmares (PE) e regiões circunvizinhas. A participação de pessoas das populações urbanas junto aos camponeses empregou um caráter de heterogeneidade, reforçado pela união de diferentes credos. “O ecumenismo é a grande marca das romarias da terra. O espírito da caminhada vem da prática pedagógica de Jesus, no respeito às diferenças, no acolhimento de todos os filhos de Deus”, ressaltou Irmã Cícera Menezes, coordenadora da CPT no Litoral Norte e religiosa da ordem franciscana. “A romaria da terra não se resume à celebração e ritual de caminhada. A maioria das comunidades vem de um processo de preparação, através da realização de encontros e celebrações onde puderam fortalecer o espírito para uma melhor participação”, completou Cícera. A escolha do local teve como fundamento o grande número de conflitos agrários da região norte, especialmente no município de Maragogi, com o crescente número de ocupações de terra e áreas de assentamento.