
A Comissão Pastoral da Terra (CPT) da Diocese de Guarabira (PB) realizou, entre os dias 5 e 12 de março, uma série de atividades formativas e de intercâmbio em alusão ao Dia Internacional das Mulheres. As ações contemplaram mais de 70 mulheres assentadas da reforma agrária em diferentes municípios do Brejo paraibano, fortalecendo a organização, a formação política e o protagonismo feminino no campo.
A programação incluiu palestras sobre a importância das lideranças femininas, os direitos das mulheres no Brasil, os marcos legais conquistados ao longo dos séculos e os diversos tipos de violência enfrentados pelas mulheres. Também foram realizadas rodas de conversa nas comunidades, com debates sobre autocuidado e sistematização das experiências das mulheres lideranças nos territórios.

Outro momento marcante foi o intercâmbio territorial, que possibilitou às participantes conhecer histórias de luta e organização das mulheres do campo. Durante a atividade, o grupo visitou o museu da líder sindical Margarida Maria Alves, em Alagoa Grande (PB), e o Circuito das Rosas, no município de Areia, onde vivenciaram uma experiência imersiva em jardins floridos, com degustação de flores comestíveis e reflexões sobre a importância da construção coletiva e da comercialização solidária.
As mulheres também conheceram o Restaurante Rural Vó Maria, iniciativa comunitária voltada ao resgate dos costumes do campo e ao fortalecimento do turismo de base local sustentável. O intercâmbio foi encerrado com a participação na 17ª Marcha das Margaridas pela vida das mulheres e pela agroecologia, organizada pelo Polo da Borborema.

Participaram do processo formativo mulheres dos assentamentos Vazante, no município de Tacima (PB); Santa Teresinha e Senhor do Bomfim, em Alagoinha (PB); Monsenhor Luigi Pescarmona, em Alagoa Grande (PB); Nossa Senhora das Graças, em Bananeiras (PB); e Fazenda Sítio, em Dona Inês (PB).
As ações contaram com o apoio da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), por meio de professoras e estudantes das áreas de História, Direito e Pedagogia, com destaque para a professora Rita Cavalcante, coordenadora do projeto de extensão Juventude e Mulheres Camponesas.
Para Joseane, coordenadora da CPT, o processo formativo tem gerado impactos significativos na vida das mulheres camponesas. Segundo ela, a parceria com a universidade, envolvendo estudantes, professoras e agricultoras da reforma agrária, tem fortalecido cada vez mais o trabalho desenvolvido com as mulheres nos territórios.
