Comissão Pastoral da Terra Nordeste II

A Unicamp e a Embrapa realizaram um estudo que aponta a Paraíba como o terceiro Estado do Nordeste que terá perdas significativas na oferta de terras aptas para a agricultura. De acordo com os números divulgados pela pesquisa, a Paraíba perderá 66,6% de suas terras férteis. Acima do nosso Estado só ficaram o Ceará, com 79,6%, e o Piauí, com 70,1%.

De acordo com o secretário de Agricultura da Paraíba, Ruy Bezerra, 75% do nosso território se encontra na região do semiárido e a recuperação destas terras ainda é possível. 

O secretário ainda informou que o governo estadual está tomando algumas medidas para evitar os efeitos da desertificação, como o incentivo a caprinocultura no Cariri e a revitalização da cultura do sisal e do algodão no sertão paraibano. 

Ruy disse que em 2010, o Estado pretende criar um projeto de replantio das culturas originárias no sertão e no Cariri, o que na sua visão seria o método mais viável para evitar os efeitos da desertificação. 

Dentre os principais efetivos devastadores da desertificação, podemos citar a disseminação de doenças e a migração da população para outras regiões do país 

Um outro estudo realizado pelo Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar) da UFMG e da Fiocruz, afirma que a Paraíba será um dos Estados brasileiros que mais sofrerá com efeitos do aquecimento global até 2050.

Fonte:  Click PB

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